
Ah... essa semana foi um tanto cômica (mas também reflexiva) para mim. Na última quarta-feira estava assistindo a uma típica aula de biologia sobre genética e o professor falava sobre o albinismo. Enquanto a aula corria solta eu me lembrava de ter matado uma barata. Mas não era uma barata qualquer. Ela era albina! Deixando bem claro que isso é um fato, viu! Eu não estava bêbada quando isso aconteceu, não sou usuária de drogas para ter alucinações, muito menos daltônica! Diante do tema aberto na sala de aula, de maneira natural e espontânea, contei sobre esta minha experiência para dois amigos meus que estavam sentados ao meu lado. A reação deles não foi outra a não ser rir, rir, rir... E eu, tadinha, continuava a confirmar a minha história tentando convencê-los de que tudo era verdade. Eles diziam que acreditavam em mim. Mas na verdade eu não sabia se eles acreditavam na existência de uma barata albina ou se eles acreditava que eu poderia ter visto uma!
Diante desse panorama, eu me questionei: alguém ainda acredita em uma verdade? Tudo bem que esse primeiro exemplo foi muito simples, mas se levarmos para um âmbito maior, vai perceber as influências da crença (ou descrença?!) em uma verdade na sociedade. Quando Jesus Cristo veio à Terra trazer todos aqueles ensinamentos, nem todos acreditaram nas palavras do profeta. Os judeus, numa visão religiosa da situação (porque se observarmos politicamente e economicamente a história vai ser outra!), não acreditaram em Jesus, dizendo que ele não era o Messias. Tanto que até hoje eles esperam a sua chegada. E aí? Onde está a verdade? Com Cristo ou com os judeus? Ou os dois estariam mentindo?
Diferentemente do segundo exemplo, a barata albina existe, mas a probabilidade de se encontrar uma é mínima (sorte minha que a encontrei!). Quanto a Jesus Cristo, uns acreditam que ele nem existiu! A partir disso, cheguei a conclusão de que uma verdade nem sempre precisa ser verídica e que uma mentira pode ser uma nova verdade.
Um cheiro e até!

