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Um pouco de cultura, conversa fiada e piadinhas nao faz mal a ninguem, ne?

Para o meu Amor

Hoje eu lhe vi, de longe
Ainda que perto
Não lhe gritei. Não grito mais!
Certamente não ouviria o meu canto
Há tantos hits novos no pedaço

Queria lhe abraçar mais
Como era antes
Sem motivos, uns bons sorrisos.
Queria você como há longos instantes

Lembra de quando me perguntou
Se algum dia iríamos nos separar?
Eu lhe disse que não. Que por mim, não!
E você? Havia uma beleza ali
Ou era criatividade minha?

Eu ainda te amo, viu?!
Apesar de não mais dizer que me ama
Apesar de não lhe ver mais
Eu te mo, viu!?

Não sei se ainda sou algo sua
Sei que você é meu amigo
Meu irmão
Meu sorriso
Felicidade, alegria...Sabe?

Estava lendo uma carta
Que um dia você me deu
Com uma dedicatória linda
Eu nem sei se vai lembrar
Mas antes de dizer
Dedico a mesma à você
Pra que não esqueça, como eu
“Para o meu amor!!!”

Que Carnaval?

Fevereiro, verão e carnaval. Nesse mês é que todo mundo vem para o nordeste brasileiro e eu como baiana e soteropolitana (quem nasce em Salvador) estou vendo a cidade que estreei (afinal, baiano não nasce, baiano estréia! Há...) sendo tomada por uma legião de turistas que desembarcam cada vez mais com a chegada do carnaval.
Eu estava me interrogando sobre o que será que essa galera vê no carnaval daqui. Antigamente até que se poderia ver algo de inressante nessa festa. Antes, a uns 15 anos atrás o carnaval era outro. Sabe...mais democrático. A festa era para todos. Para todos mesmo! Independente da condição financeira, vital ou homorística, a comemoração era acessível aos habitantes e turistas. Hoje o mundo inteiro assiste pela televisão a maior festa de rua do mundo e fica doido para chegar na Bahia e se jogar naquela multidão que corre alegre atrás do trio. Alegre? Ah, esqueci de apresentar a vocês o novo carnaval baiano. As coisas mudaram muito. Agora só há um jeito de alguém curtir a folia por aqui. Tendo dinheiro. Se você não tiver grana, amigo... nem se arrisque ! Nessa época as ruas são tomadas pelos camarotes que os blocos, com a passagem dos trios pelas avenidas, ocupam todo o espaço destinado ao folião pipoca (aquele que não está em bloco). Portanto, a única forma de ficar confortável na festa é pagando caríssimo por um desses serviços.
O “pipoca” não tem direitos no carnaval. Não tem dinheiro para pagar um abadá. Não tem segurança e corre o risco de ser agredido por um bêbado encrenqueiro. Sequer consegue assistir a festa e quando isso acontece, no mínimo está esmagado entre os blocos e os camarotes. Nem dá para respirar!!! E tem mais um detalhe:o pipoca é formado por mais ou menos 70% da população de Salvador, na maioria pobre.
Diante disso só há uma conclusão: o carnaval não é mais do pipoca, nem do pobre, nem dos habitantes da cidade. A festa é dos turista do sul e sudeste do país, além dos estrangeiros, compondo a parte privilegiada da corda que separa o povo da elite. Não tem como fugir. É ridículo afirmar que a folia baiana é democrática, afinal, a festa é a forte representação da desigualdade social e da segregação do do povo brasileiro. É lamentável que a mídia não esteja preocupada em mostrar esse lado obscuro do mês de fevereiro.

Solidão? Que Nada!

Próxima semana começa a segunda temporada do seriado Lost na televisão. Mais uma vez a saga dos eternos SOLITÁRIOS vem à tona junto com as especulações do que seria aquela ilha. Para mim aquele lugar é bem uma “ilha quadrada” mesmo. Uma vez viajei para uma ilha ,que nada parecia com a do seriado, mas era quadrada. Terrível o lugar! Só era solidão. Fiquei doida para ir embora.
A solidão dá medo. Já pensou? Você, e só você! Alguém me livre por favor. Sozinho é solidão. Televisão é solidão. E internet, é solidão? Talvez. Sei lá! Cara, eu tenho uns amigos que ficam 15 horas por dia na frente do computador. Pire aí! Não sei como conseguem essa façanha. Quinze horas de net são quinze horas de praia, show, museu, shopping, namoro, amigos, cachaça... Pô! Olha quanto tempo perdido. Muita gente tá deixando de curtir para ficar colada numa “nova televisão”. A internet afasta!
Agora, tem também a questão do renascimento das antigas relações que antes foram interrompidas pela distância ou outra coisa. Nossa! Conversar com quem amamos, ainda que a distância é bacana demais! A internet aproxima! Mas independente do que você prefira, fuja da ilha quadrada da solidão.