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Um pouco de cultura, conversa fiada e piadinhas nao faz mal a ninguem, ne?

Anjinha

Oh mãezinha, hoje é o seu dia! E eu tô aproveitando para lhe fazer uma homenagem com uma declaração escrita, como fazia há nove ou dez anos atrás. Claro que de uma maneira mais sofisticada, né?! Sem aqueles erros de gramática e sem a letra feia. Mas com a mesma sinceridade, carinho e objetivo, que é dizer o quanto te amo.
Hoje lhe agradeço por tudo e mais um pouco, viu! Tudo o que faz por mim (e por todos) tem um grande valor. Não só por fazer como mãe, mas também por sempre apostar e acreditar que eu posso conseguir atingir os meus sonhos. E é essa crença que mais me incentiva e me faz nunca desistir, mesmo nos momentos de absoluto cansaço. Ah mãe, eu espero ser muito mais na minha vida porque certamente sei que ficará feliz. E é por isso que eu corro em busca da minha felicidade. Da nossa felicidade!
Desejo-lhe paz, saúde, dinheiro ( por que não?!) , muita sorte e coragem para passar a rasteira em alguma nuvem instável que não deixa o seu Sol brilhar. E se precisar de alguma aula de capoeira eu tô aqui! Com certeza essa poeira vai baixar e ainda vamos rir muito desse passado.
Mami é assim! Linda, inteligente, leonina, fashion, adora uma empadinha, ama um Big Mac e está doida para se aposentar e mandar a obrigação desnecessária para o espaço! É isso aí Mami, chuta o pau da barraca mesmo e vai curtir que é o melhor que se há para fazer. SEJA FELIZ!

Cuidado com os doces nesse dia, viu!
Se não, a balança te pega.
Beijão,linda...
Te amo.

Acredite... É verdade!



Ah... essa semana foi um tanto cômica (mas também reflexiva) para mim. Na última quarta-feira estava assistindo a uma típica aula de biologia sobre genética e o professor falava sobre o albinismo. Enquanto a aula corria solta eu me lembrava de ter matado uma barata. Mas não era uma barata qualquer. Ela era albina! Deixando bem claro que isso é um fato, viu! Eu não estava bêbada quando isso aconteceu, não sou usuária de drogas para ter alucinações, muito menos daltônica! Diante do tema aberto na sala de aula, de maneira natural e espontânea, contei sobre esta minha experiência para dois amigos meus que estavam sentados ao meu lado. A reação deles não foi outra a não ser rir, rir, rir... E eu, tadinha, continuava a confirmar a minha história tentando convencê-los de que tudo era verdade. Eles diziam que acreditavam em mim. Mas na verdade eu não sabia se eles acreditavam na existência de uma barata albina ou se eles acreditava que eu poderia ter visto uma!
Diante desse panorama, eu me questionei: alguém ainda acredita em uma verdade? Tudo bem que esse primeiro exemplo foi muito simples, mas se levarmos para um âmbito maior, vai perceber as influências da crença (ou descrença?!) em uma verdade na sociedade. Quando Jesus Cristo veio à Terra trazer todos aqueles ensinamentos, nem todos acreditaram nas palavras do profeta. Os judeus, numa visão religiosa da situação (porque se observarmos politicamente e economicamente a história vai ser outra!), não acreditaram em Jesus, dizendo que ele não era o Messias. Tanto que até hoje eles esperam a sua chegada. E aí? Onde está a verdade? Com Cristo ou com os judeus? Ou os dois estariam mentindo?
Diferentemente do segundo exemplo, a barata albina existe, mas a probabilidade de se encontrar uma é mínima (sorte minha que a encontrei!). Quanto a Jesus Cristo, uns acreditam que ele nem existiu! A partir disso, cheguei a conclusão de que uma verdade nem sempre precisa ser verídica e que uma mentira pode ser uma nova verdade.
Um cheiro e até!
Estou me sentindo tão livre, sabia? Livre em muitos aspectos. Principalmente no social. Não sei se essas minhas revelações são fruto de mais uma mente jovem, mas sei bem o que estou sentindo e o que sinto é muito bom. Nós mulheres estamos tão fortes que até me surpreendo. Estamos avançando muito. Aliás, eu prometo não fazer aqueles discursos feministas de igualdade entre os sexos no mercado de trabalho, tá bom?!(confesso que também não agüento mais esses clichês) O que quero mesmo é mostrar o exemplo de um novo avanço da mulher na sociedade. Ultimamente venho ouvindo o mais novo CD lançado da cantora Vanessa da Mata e venho confirmando as minhas suspeitas de ela ser, além de uma excelente artista, uma verdadeira militante a favor da confirmação da nova classe feminina. O álbum “Sim” é um incrível documento do que seria a nova mente das mulheres. As composições de suas músicas revelam de forma confiante e simples, coisas que toda mulher deseja ter. Felicidade, autonomia, respeito e amor.
Quer entender o que eu estou dizendo? Vê aí um trecho da música Ilegais, faixa 10 do álbum:

“Nossos corpos não conseguem ter paz em uma distância. Nossos olhos são dengosos demais. Que não se consolam, amam fugazes. Olhos que se entregam, Ilegais. Eu só sei que eu quero você pertinho de mim. Eu quero você dentro de mim. Eu quero você em cima de mim. Eu quero você... Desse jeito vão saber de nós dois, dessa nossa farra. E será uma maldade voraz! Pura hipocrisia”.
Deu para enxergar o que eu estou dizendo? Galera, a música representa a vontade de viver o seu amor de forma plena. Nós, mulheres não queremos só um príncipe encantado... Desejamos também como os homens desejam. Pena que o orgasmo ainda é para poucas, mas esse número está aumentando. Criar uma polêmica só porque uma mulher revela seus desejos em público é, como diz a própria Vanessa, pura hipocrisia. Afinal, quem é que não gosta? O que acho mais legal disso tudo é a confiança passada pela composição para o ouvinte, na qual permite certa autoridade, não deixando que a música se torne algo vulgar e de mau gosto. Não é mais exclusividade do homem falar dos “olhos e olhares, milhares de tentações” como na música do cantor e compositor Leoni. Mulheres sabem amar.
Veja, agora um trecho da música Delírio, faixa 6 do primeiro CD:

“Dá o seu gosto de desejo. Dá os seus olhos de menino. Sem regra ou comprometimento. Sem se importar com que for vendo. Nossa sede de liberdade. Eu quero é dançar da forma que me der. A música expondo o seu corpo à vontade. Nas incontáveis formas de se divertir.”

Acho que agora você entendeu, né? As mulheres estão mudando muito mais do que muitos imaginam. Nós conquistamos o direito de sentir!

“Você dita ao meu coração o que ele não quer aprender, Zé. Você quer que o meu coração siga a tua receita e só! Não, quero que aceite o jeito que eu te dou de mulher. Não, e aproveite...O resto o tempo dá jeito”
(Zé - Essa Boneca tem Manual - faixa 12)

Um grande beijo nas partes íntimas da alma!