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Um pouco de cultura, conversa fiada e piadinhas nao faz mal a ninguem, ne?

Confusão


Demorei meses pra escrever esse texto. Ele estava tão confuso que nem eu mesma conseguia entendê-lo. Também... quem entende o que é o amor? Putz... ele é a coisa mais confusa que pode tomar alguém e, ao mesmo tempo,a coisa mais gostosa de se possuir. Há alguns meses, assistindo a um filme, descobri que a palavra paixão significa sofrer, vindo daí a “Paixão de Cristo”, por exemplo. Mas o interessante é o caso de se estar apaixonado. Apaixonar é sofrer. É sofrer por amor e gostar desse sofrer.

Para se viver um romance é preciso se apaixonar, sofre e rezar que a paixão não termine. Nos mobilizamos em busca da felicidade do amor justamente pela pura expectativa da infelicidade que nos ronda. Sem sofrimento, não há paixão, não há romance.

Quando se está apaixonado tudo traz sofrimento. A insônia, a insegurança, a timidez. Será que falei besteira? Será que vai dar certo? Será que ele gosta de mim? Será que eu sou burra? Será que estou sendo injusta? Será que pirei?... E aí vai. Nesse sentido não há coisa mais maravilhosa de se sentir. Adoro o frio na barriga, a palpitação, a tremedeira, o suor frio, o arrepio, a dúvida, a imaginação. É muito bom, apesar de doloroso.

O fato de não ter escrito esse texto antes foi por conta de ter tentado me convencer de que não estava sofrendo. Mudei quase tudo do que queria dizer. Admito que sofro e que, apesar de meus medos, gosto cada vez mais desse sofrimento, mesmo que ele não me leve a lugar algum. Imagino o cheiro, o toque, os olhares, os suspiros, as palavras, as mãos, o abraço... sofro tanto.

PS.: Para quem estiver interessado em conhecer o filme, ele se chama Romance, do diretor Guel Arraes.